{"id":119,"date":"2010-03-20T14:18:47","date_gmt":"2010-03-20T17:18:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrahigienopolis.com.br\/blog\/?p=119"},"modified":"2013-08-14T00:40:08","modified_gmt":"2013-08-14T03:40:08","slug":"higienopolis-recebe-mostra-sobre-historia-das-telecomunicacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrahigienopolis.com.br\/blog\/higienopolis-recebe-mostra-sobre-historia-das-telecomunicacoes\/","title":{"rendered":"Higien\u00f3polis recebe mostra sobre hist\u00f3ria das telecomunica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Para quem troca o celular ou a TV a cada modelo que aparece no mercado pode parecer estranho guardar aparelhos que sa\u00edram de linha h\u00e1 dez anos ou h\u00e1 um s\u00e9culo. Mas, para colecionadores desses objetos, sua preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma paix\u00e3o \u00e0 qual dedicam tempo e estudo. A evolu\u00e7\u00e3o das comunica\u00e7\u00f5es, presente nas estantes desses apaixonados, estar\u00e1 em exposi\u00e7\u00e3o na mostra T\u00e3o Longe, T\u00e3o Perto &#8211; as telecomunica\u00e7\u00f5es e a sociedade, que ser\u00e1 aberta amanh\u00e3 (21) no <a href=\"http:\/\/www.encontrahigienopolis.com.br\/higienopolis\/museu-de-arte-brasileira-faap.shtml\" target=\"_blank\">Museu de Arte Brasileira<\/a>, na Funda\u00e7\u00e3o Armando Alvares Penteado (Faap), em Higien\u00f3polis.<\/p>\n<p>O amor do comerciante Marcos Terracuso por telefones antigos surgiu aos 9 anos de idade, quando seu pai fundou uma f\u00e1brica do aparelho em S\u00e3o Paulo. Aos 20, ele come\u00e7ou a cole\u00e7\u00e3o e, desde os 35, dando sequ\u00eancia ao of\u00edcio paterno, reforma aparelhos. &#8220;A ind\u00fastria do meu pai tinha um diferencial. No Brasil s\u00f3 eram fabricados aqueles modelos pretos, e ele fazia aparelhos em lat\u00e3o, pintados de diversas cores, como os importados. Era muito estiloso&#8221;, relata o comerciante, de 55 anos.<\/p>\n<p>Terracuso tem 25 raridades, todas restauradas por ele, como telefones de parede do fim do s\u00e9culo 19, orelh\u00f5es e aparelhos dos anos 1970. &#8220;\u00c9 muito bacana ver um objeto que seria jogado fora voltar a funcionar e ganhar valor sentimental&#8221;, diz ele, que cobra de R$ 100 a R$ 1 mil para restaurar. &#8220;Virou moda. O &#8220;p\u00e9 de ferro&#8221;, um dos mais raros, custa at\u00e9 R$ 7 mil.&#8221;<\/p>\n<p>Para o economista Alessandro Broza, de 36 anos, o objeto de adora\u00e7\u00e3o h\u00e1 16 anos \u00e9 o celular. Ele re\u00fane 75 de v\u00e1rios tipos, principalmente os &#8220;tijol\u00f5es&#8221;, apelido dado aos primeiros modelos pelo tamanho. &#8220;Os primeiros celulares custavam US$ 2 mil, s\u00f3 dava para comprar em importadora. Costumava comprar no Paraguai, era mais barato&#8221;, lembra. Ele preserva um carregador para tr\u00eas baterias e um celular com visor de LED da d\u00e9cada de 1990. &#8220;A internet contribui muito para comprar e conhecer colecionadores, com quem troco informa\u00e7\u00f5es e aparelhos. O gostoso \u00e9 a sabedoria que se adquire&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico em eletr\u00f4nica Jos\u00e9 Carlos Valle, de 63 anos, coleciona computadores desde 1998. Ele j\u00e1 reuniu mais de 15 mil itens, que fazem parte do Museu do Computador (museudocomputador.com.br), atualmente sem sede. &#8220;Fiz o museu para preservar a hist\u00f3ria. Me perguntava o que aconteceria em 10 ou 15 anos se ningu\u00e9m guardasse os aparelhos. Estaria tudo no lixo.&#8221; Sem apoio para reabrir o museu, Valle continua a receber doa\u00e7\u00f5es. &#8220;A ideia est\u00e1 viva e n\u00e3o pretendo parar de colecionar.&#8221;<\/p>\n<p>Tevemania. Apaixonado por TV desde crian\u00e7a, o empres\u00e1rio Alceu Massini, de 51 anos, re\u00fane 1.100 aparelhos. O acervo est\u00e1 em uma sobreloja de 400 metros quadrados e em dois apartamentos de 200 m\u00b2 cada. &#8220;Comecei a cole\u00e7\u00e3o em 1982, quando arrumava um quarto na casa de meus av\u00f3s e achei um televisor da d\u00e9cada de 1950&#8221;, conta Massini. &#8220;Tive um estalo: se restaurasse a TV poderia resgatar imagens da minha inf\u00e2ncia.&#8221;<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, Massini passou a estudar o assunto. &#8220;Virou obsess\u00e3o. Tomei alguns choques, mas consegui faz\u00ea-la funcionar.&#8221; Desde ent\u00e3o, ele passou a frequentar bazares, achou colecionadores na web e recebeu v\u00e1rias doa\u00e7\u00f5es. &#8220;Nasci com o v\u00edrus do colecionismo. Antes eram os r\u00e1dios, mas troquei a maioria por TVs. Ainda guardo 60 modelos mais raros.&#8221;<\/p>\n<p>O acervo tem a primeira TV port\u00e1til do mundo, fabricada nos EUA em 1948, um monitor da TV Tupi e uma TV de madeira de 1958. H\u00e1 aparelhos futuristas e hist\u00f3ricos, como os primeiros trazidos ao Pa\u00eds, em 1950, por Assis Chateaubriand. O mais novo da cole\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1994.<\/p>\n<p>Massini p\u00f4s o acervo na web (www.televisoresantigos.com.br) e aluga aparelhos para eventos. &#8220;S\u00f3 falta ser descoberto pelo &#8220;Guinness Book&#8221;&#8221;, brinca.<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o. Com curadoria do f\u00edsico e professor da Unicamp Peter Schulz, a exposi\u00e7\u00e3o T\u00e3o Longe, T\u00e3o Perto re\u00fane cem pe\u00e7as da Telef\u00f4nica, que retratam a hist\u00f3ria das telecomunica\u00e7\u00f5es e prop\u00f5em reflex\u00f5es sobre o futuro. A mostra fica em cartaz at\u00e9 23 de maio na Faap (Rua Alagoas, 903 , Higien\u00f3polis, S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p><em>Fonte: O Estado de S.Paulo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para quem troca o celular ou a TV a cada modelo que aparece no mercado pode parecer estranho guardar aparelhos que sa\u00edram de linha h\u00e1 dez anos ou h\u00e1 um s\u00e9culo. Mas, para colecionadores desses objetos, sua preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma paix\u00e3o \u00e0 qual dedicam tempo e estudo. 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