{"id":315,"date":"2011-04-11T17:56:23","date_gmt":"2011-04-11T20:56:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrahigienopolis.com.br\/blog\/?p=315"},"modified":"2013-08-14T00:40:17","modified_gmt":"2013-08-14T03:40:17","slug":"alunos-de-colegio-de-higienopolis-fazem-homenagem-a-mortos-em-tragedia-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrahigienopolis.com.br\/blog\/alunos-de-colegio-de-higienopolis-fazem-homenagem-a-mortos-em-tragedia-no-rio\/","title":{"rendered":"Alunos de col\u00e9gio de Higien\u00f3polis fazem homenagem a mortos em trag\u00e9dia no Rio"},"content":{"rendered":"<p>Alunos do ensino m\u00e9dio do Col\u00e9gio Rio Branco em Higien\u00f3polis, regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, promoveram na manh\u00e3 desta sexta-feira, 8, um ato para homenagear as crian\u00e7as mortas no atentado ocorrido ontem em uma escola carioca. Vestidos de preto, os estudantes fizeram um minuto de sil\u00eancio, confeccionaram cartazes de rep\u00fadio a viol\u00eancia e cantaram m\u00fasicas que enfatizam o sentimento de solidariedade.<\/p>\n<p>O movimento foi organizado pelos alunos do 3.\u00ba ano no Facebook e contou com a participa\u00e7\u00e3o de colegas das outras s\u00e9ries, representantes da dire\u00e7\u00e3o e funcion\u00e1rios do col\u00e9gio. Segundo a orientadora educacional do ensino m\u00e9dio, Leda Soares, os estudantes manifestaram &#8220;medo&#8221;, mas &#8220;de forma velada&#8221;. &#8220;Este medo n\u00e3o os paralisou, mas os motivou a demonstrar solidariedade \u00e0s fam\u00edlias das crian\u00e7as&#8221;, diz a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>Depois que todos cantaram juntos m\u00fasicas como\u00a0<em>Dias Melhores<\/em>, do Jota Quest, e\u00a0<em>Epit\u00e1fio<\/em>, do Tit\u00e3s, os orientadores educacionais do Rio Branco conversaram com os jovens. &#8220;Dissemos que todos estamos abalados com o que houve e valorizamos a iniciativa dos alunos&#8221;, conta Leda. &#8220;N\u00e3o falamos muito, porque o momento n\u00e3o \u00e9 de palavras, mas de reflex\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Manifesta\u00e7\u00f5es como a do Col\u00e9gio Rio Branco devem ser repetidas em outras escolas, defende a professora de psicologia de educa\u00e7\u00e3o da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da USP Silvia Colello. &#8220;O que aconteceu no Rio de Janeiro merece destaque n\u00e3o s\u00f3 porque est\u00e1 em relevo na m\u00eddia. Da trag\u00e9dia, podemos extrair aprendizagem de princ\u00edpios e valores&#8221;, diz a docente. Para ela, as escolas precisam discutir quest\u00f5es como viol\u00eancia, solidariedade e rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p>Neste momento, diz Silvia, \u00e9 importante para o col\u00e9gio escutar o aluno e acolher suas ang\u00fastias. Depois, abrir espa\u00e7o para reflex\u00e3o sobre os motivos do crime e, por fim, pensar no que pode ser feito para impedir situa\u00e7\u00f5es semelhantes. Mas ela alerta: o assunto precisa ser tratado com graus de profundidade diferente, dependendo da faixa et\u00e1ria dos estudantes. &#8220;E lembrar sempre que a escola \u00e9 um espa\u00e7o de valoriza\u00e7\u00e3o da vida&#8221;, afirma a professora.<\/p>\n<p>O Col\u00e9gio Batista Brasileiro, em Perdizes, zona oeste, pretende seguir essa orienta\u00e7\u00e3o. Hoje \u00e0 tarde, a dire\u00e7\u00e3o da escola se reuniu para discutir como vai abordar a chacina do Rio com seus alunos do ensino infantil ao m\u00e9dio. Segundo a coordenadora do ensino fundamental, Selma Guedes, o momento \u00e9 de acalmar as crian\u00e7as. &#8220;Elas est\u00e3o muito estressadas. Tentamos desviar a aten\u00e7\u00e3o para as coisas boas da escola. Mas \u00e9 claro que o trauma vai ficar.&#8221;<\/p>\n<p>No Magister, em Interlagos, zona sul, o professor de filosofia das turmas do ensino fundamental, Clayton Fernandes, deixou de lado as aulas do 8.\u00ba e 9.\u00ba anos preparadas para hoje e discutiu a trag\u00e9dia do Rio com seus alunos. &#8220;Eles j\u00e1 chegaram falando disso, porque n\u00e3o esperavam que acontecesse dentro de uma escola e com crian\u00e7as da idade deles&#8221;, diz Fernandes. &#8220;Acho que estavam ansiosos para desabafar.&#8221;<\/p>\n<p>O professor conta que trabalha o tema viol\u00eancia a partir de estudos de caso, como os recentes registros de agress\u00e3o a gays na Avenida Paulista e o assassinato do \u00edndio Galdino Jesus dos Santos, em Bras\u00edlia, em 1997. Hoje, Fernandes aproveitou para falar mais uma vez sobre bullying. &#8220;Qualquer viol\u00eancia gera rea\u00e7\u00e3o&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o do V\u00e9rtice, col\u00e9gio do Campo Belo, zona sul, n\u00e3o desenvolveu atividades especiais para discutir em sala de aula o que aconteceu no Rio. &#8220;O tema viol\u00eancia j\u00e1 est\u00e1 na pauta de nossos processos de ensino e aprendizagem&#8221;, explica o diretor Adilson Garcia. &#8220;Mostramos a nossos alunos que estamos aqui para ajud\u00e1-los a compreender melhor a trag\u00e9dia e, principalmente, para proteg\u00ea-los.&#8221;<\/p>\n<p><em>Fonte: Estad\u00e3o.com.br<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alunos do ensino m\u00e9dio do Col\u00e9gio Rio Branco em Higien\u00f3polis, regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, promoveram na manh\u00e3 desta sexta-feira, 8, um ato para homenagear as crian\u00e7as mortas no atentado ocorrido ontem em uma escola carioca. 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